A Importância do Plano de Formação nas Empresas

Descubra a importância do plano de formação em prevenção de riscos profissionais, os seus objetivos, como desenvolvê-lo, implementá-lo e monitorizá-lo para garantir um ambiente de trabalho seguro e saudável em Portugal.

· 6 minutos · Segurança no Trabalho

A Importância do Plano de Formação nas Empresas

A formação em prevenção de riscos profissionais, além de ser um direito dos trabalhadores e uma imposição legal, representa um instrumento fundamental para garantir a sua proteção e melhorar as condições de segurança e saúde na empresa.

Em Portugal, o regime jurídico da promoção da segurança e saúde no trabalho, estabelecido pela Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 3/2014, de 28 de janeiro, reforça a importância da formação e informação dos trabalhadores para a concretização dos objetivos de prevenção.

O Plano de Formação visa abranger, por um lado, as necessidades informativas e formativas dos trabalhadores em relação aos riscos a que estão expostos no desenvolvimento da sua atividade profissional, bem como as necessidades de formação dirigidas à integração da prevenção na própria estrutura organizacional da empresa.

De acordo com o exposto, os objetivos gerais do plano de formação resumem-se nos seguintes pontos:

Desenvolvimento do Plano de Formação

É essencial identificar a formação necessária para cada posto de trabalho em função dos seus riscos, bem como a formação mínima indispensável para os trabalhadores com funções preventivas, identificadas no Plano de Prevenção da Empresa, a fim de os capacitar para o desempenho de tais funções.

A seguir, e a título meramente orientativo, recomenda-se a formação que cada grupo de colaboradores deverá ter:

Formação para Trabalhadores

Os trabalhadores devem receber formação suficiente e adequada para desempenhar as tarefas do seu posto de trabalho em segurança. Para que esta formação seja eficaz, deve ser coerente com os riscos do posto de trabalho, adaptar-se à evolução dos riscos e ao surgimento de novos riscos, e ser repetida periodicamente, se necessário.

Formação para os Quadros Intermédios

Os quadros intermédios devem estar envolvidos nas atividades preventivas do pessoal a seu cargo. Para o cumprimento das suas obrigações e responsabilidades, precisam de ter, por um lado, conhecimento sobre o sistema de gestão da prevenção e, por outro, conhecimento sobre os riscos na sua área de trabalho e como controlá-los.

Formação para o Pessoal de Direção

O pessoal de direção é uma peça-chave na integração da prevenção em todos os níveis hierárquicos, pelo que é importante reforçar com a formação o seu compromisso com a segurança e saúde do pessoal da empresa.

Formação para os Elementos das Equipas de Emergência

O pessoal designado no plano de emergência, encarregado de pôr em prática as ações e medidas estabelecidas em caso de emergência (as equipas de primeira e segunda intervenção, as equipas de alarme e evacuação, as equipas de primeiros socorros, etc.), deve dispor da formação correspondente para a sua intervenção.

Formação dos representantes de Segurança e Saúde no Trabalho

Os representantes dos trabalhadores em matéria preventiva devem dispor de uma formação mínima para o desenvolvimento das competências e faculdades que lhes são atribuídas. Esta formação deve ser proporcionada pelo próprio empregador.

Implementação do Plano de Formação

É necessário programar as ações formativas e dotar os recursos necessários para a concretização do plano de formação. As tarefas a realizar são as seguintes:

Na implementação do plano de formação, é importante adequar os recursos didáticos e metodologias ao tipo de destinatários a que a formação se dirige. Não nos podemos esquecer de que se tratam de trabalhadores adultos com experiência prévia. Requer-se um modelo de aprendizagem específico, onde a motivação, a participação ativa no processo de aprendizagem, o feedback, a aplicação prática dos conteúdos e a inter-relação com a experiência adquirida são fundamentais para garantir o sucesso do plano de formação.

Acompanhamento do Plano de Formação

Por último, e como processo de melhoria contínua, torna-se necessário avaliar a eficácia do plano de formação e a sua correta implementação. Devem ser analisados os seguintes aspetos:

Existem diferentes ferramentas e técnicas para realizar esta avaliação. Destacamos algumas delas:

É fundamental prestar atenção aos resultados das avaliações, pois são estes que nos permitirão identificar e realizar melhorias no processo formativo.

Escrito por Dulce Barbosa

Diretora da Área de Formação

Dulce Barbosa es Directora del Área de Formación de Quirónprevención Portugal, responsable del diseño y la calidad de los contenidos formativos certificados por la DGERT. Se dedica a garantizar una formación relevante, atualizada e adaptada a las necesidades reais de las empresas y sus trabajadores.